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Douro Interior Jornal

2025/01/14

Câmara Municipal exige encerramento do aterro na freguesia de Andrães

Freguesias

O Município de Vila Real anunciou, em conferência de imprensa, a receção de um pedido de parecer por parte da Resinorte, sobre a possibilidade de serem alteradas as metodologias de deposição de resíduos no aterro intermunicipal de Andrães, o que permitiria à empresa aumentar a quantidade de resíduos depositados por metro cúbico e prolongar a vida útil do aterro, algo que é completamente inaceitável para a Câmara Municipal, que tudo fará para que impedir a situação venha a acontecer.
O autarca Rui Santos chamou à atenção para o facto de o processo estar inquinado desde a altura em que o anterior executivo municipal decidiu aderir à Resinorte. A confirmação desse erro concretizou-se com a privatização da empresa pelo então primeiro-ministro Passos Coelho, o que prejudicou significativamente o concelho de Vila Real a nível financeiro, ambiental e de saúde pública, tendo sido as populações de Mosteirô e Andrães sido as mais afetadas.  
Eurico Pinto, Presidente da Assembleia da Junta de Freguesia de Andrães, referiu que para além de Andrães, são mais três as freguesias diretamente afetadas pelo odor proveniente do aterro, nomeadamente Folhadela, a UF de Nogueira e Ermida e ainda a UF de Constantim e Vale de Nogueiras. Referiu também que existe uma profunda revolta da população por ver as promessas da Resinorte não serem cumpridas.
É do entendimento do executivo municipal que o período de vida útil do aterro sanitário foi claramente ultrapassado, quando se esperava que, durante o ano de 2024, o aterro cessasse definitivamente a sua atividade, algo reconfirmado pela Resinorte inúmeras vezes, o que se pode comprovar através de comunicações escritas quer com o Município de Vila Real, quer com a Junta de Freguesia de Andrães.
É, portanto, com enorme estupefação que a autarquia recebe agora este pedido da empresa sobre a possibilidade de aumentar a deposição de resíduos, tendo em vista um possível novo licenciamento para acolhimento de maiores quantidades de resíduos urbanos, que chegariam às 167 mil toneladas. Assim, e com o objetivo da defesa intransigente das populações que o Município de Vila Real representa, foi decidido em reunião de Câmara, não dar qualquer parecer favorável ao aumento das deposições e, caso estas venham a acontecer, o Município deverá usar todos os meios à sua disposição, legais ou de mobilização da população, para impedir quaisquer novas deposições além daquelas atualmente licenciadas, pondo fim a uma situação já insustentável.


Fonte/Foto: CM Vila Real
 

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